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Cin5o e M3ia

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Terça-feira, 4 de abril de 1997 – 5 da manhã Quando o ranger dos primeiros raios solares insistiam em bater contra o espelho que adorna meu quarto em conjunto ao insistente barulho do despertador, no intuito de me acordar, eu já estava desperta (e a um bom tempo, diga-se de passagem). 5 da manhã, é quando perco a paciência e por fim decido me levantar.   Estava ansiosa, por quê? Esse sentimento de ansiedade me corroía já a um tempo, mas naquela noite ele estava mais intenso, droga, tinha que tomar minha decisão, o tempo... o maldito tempo estava se esgotando. Voltei a ter   5 anos de idade. Sabe quando você quer muito uma coisa e espera por ela ferrenhamente por um tempão? Até promete ser uma boa menina sem fazer bagunça? É um verdadeiro exercício de paciência. E essa era a virtude que mais me faltava. Deixe-me explicar melhor o motivo do meu infortúnio, bem, em miúdos, fora me prometida à viagem que sempre quis fazer, outrora estaria aos pulos de euforia, já teria ar...

Labirinto do Fauno

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João Pessoa, 25 de julho de 2015 - A velha vitrola ainda toca aquela canção calorosa, o dia chuvoso é um convite ao ócio - “ Deixe-me ir, preciso andar, vou por ai a procurar, sorrir pra não chorar. Quero assistir ao sol nascer, ver as águas dos rios correr. Ouvir os pássaros cantar. Eu quero nascer, quero viver. Se alguém for perguntar, diga que sou vou voltar depois que me encontrar.”      Querido amigo, faz tempo que não te escrevo, é que tem acontecido várias coisas na minha vida, não sei como posso explicar, mas ela anda meio estranha, bem, espero que você entenda enquanto tento explicar alguma coisa a seguir. Espero também que você se divirta e não me julgue por ter me afastado por tanto tempo, eu tentei mudar, juro que tentei, enfim, vamos lá.      Como dizia um grande poeta, em teoria, a essência das coisas é simples, mas quando posta em prática tornar-se-á complexa pra cacete. E eu aprendi isso da maneira mais abrupta possível....