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Mostrando postagens com o rótulo Mariana

Uva verdE?

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    Olha pra frente, o tempo de fantasias acabou. É bom sonhar de vez em quando, mas, ultimamente tenho dado mais importância a realidade dura e maçante que nos cerca. Não me venha reclamar sobre coisas fúteis, o cara que eu conheci no passado não é o mesmo que permeia este ser. Eu o conheci, ele era legal, mas precisou partir e eu entendo isso. O mundo não se importa com quem você é, ele apenas se importa com o quanto que ele pode extrair de você.    É ótimo (as vezes) colocar as responsabilidades de seus atos no universo, ter uma 'entidade' para culpar talvez nos deixe mais tranquilos. A ideia de que algo nos rege tem me deixado bastante inquieta ultimamente. Mas, não é o acaso ou o destino que destrói teus sonhos, este, não é ninguém mais senão você mesmo. O motivo mais comum seria o medo; medo de machucar e ser machucado, mas a vida é isso! Uma sequência (quase infinita) de atropelos e fatos que machucam diariamente a todos que você ama e, consequentemente a v...

Quebra-cabeças

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                Desde que fui obrigada a te deixar, minha vida perdeu um pouco aquela euforia de outrora, é como se uma parte de mim, que até então estava inativa, fora arrancada vorazmente sem chance para sutura, essa ferida se alastra cada vez mais, pouco a pouco, dia após dia. Ela só ameniza um pouco quando troco algumas palavras com ele, mesmo com trejeitos distantes, percebo que existe um grande respeito entre nós. Respeito, este, que até então, pouquíssimos humanos tiveram para comigo. A ferida não cessa, ela lateja, arde, machuca, mas creio que ela seja necessária, porque, de alguma forma, ela me serve como um lembrete de que dias melhores virão. Nesses poucos momentos que passamos juntos, sinto-me sublime. Aprendi que mais vale dois dias bem vividos do que dois anos penosos ao lado de outrem.                 Confesso que fu...

Cin5o e M3ia

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Terça-feira, 4 de abril de 1997 – 5 da manhã Quando o ranger dos primeiros raios solares insistiam em bater contra o espelho que adorna meu quarto em conjunto ao insistente barulho do despertador, no intuito de me acordar, eu já estava desperta (e a um bom tempo, diga-se de passagem). 5 da manhã, é quando perco a paciência e por fim decido me levantar.   Estava ansiosa, por quê? Esse sentimento de ansiedade me corroía já a um tempo, mas naquela noite ele estava mais intenso, droga, tinha que tomar minha decisão, o tempo... o maldito tempo estava se esgotando. Voltei a ter   5 anos de idade. Sabe quando você quer muito uma coisa e espera por ela ferrenhamente por um tempão? Até promete ser uma boa menina sem fazer bagunça? É um verdadeiro exercício de paciência. E essa era a virtude que mais me faltava. Deixe-me explicar melhor o motivo do meu infortúnio, bem, em miúdos, fora me prometida à viagem que sempre quis fazer, outrora estaria aos pulos de euforia, já teria ar...