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Mostrando postagens com o rótulo Eduardo

Uva verdE?

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    Olha pra frente, o tempo de fantasias acabou. É bom sonhar de vez em quando, mas, ultimamente tenho dado mais importância a realidade dura e maçante que nos cerca. Não me venha reclamar sobre coisas fúteis, o cara que eu conheci no passado não é o mesmo que permeia este ser. Eu o conheci, ele era legal, mas precisou partir e eu entendo isso. O mundo não se importa com quem você é, ele apenas se importa com o quanto que ele pode extrair de você.    É ótimo (as vezes) colocar as responsabilidades de seus atos no universo, ter uma 'entidade' para culpar talvez nos deixe mais tranquilos. A ideia de que algo nos rege tem me deixado bastante inquieta ultimamente. Mas, não é o acaso ou o destino que destrói teus sonhos, este, não é ninguém mais senão você mesmo. O motivo mais comum seria o medo; medo de machucar e ser machucado, mas a vida é isso! Uma sequência (quase infinita) de atropelos e fatos que machucam diariamente a todos que você ama e, consequentemente a v...

Segundos

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25... - Ainda não percebi o que está acontecendo, só sei que tudo parece andar mais lento. O que raios será isso? 24... - Devia ter ficado em casa hoje, tem dias que eu acordo e prefiro nem sair da cama, mas as obrigações me chamam, as “obrigações”. 23... - Acho que já entendi o que está acontecendo. M eu tempo aqui está acabando, interessante, nunca pensei que eu fosse acabar assim. 22... - Quisera eu poder contar uma história bonita e cheia de peripécias, bem, parte dela foi, mas a outra (a maior parte) não foi, embora eu sempre me atenha ao colorido daqueles dias. 21... - Interessante como sua vida vem toda a mente nesses momentos, sempre me diziam isso, embora eu nunca tivesse acreditado. Começo a ficar tonto, a boca seca, respiro com certo esforço. O que eu não daria por um suco de laranja agora... 20... - Não sou uma pessoa muito notável, passei a vida quieto no meu canto, a única coisa que eu queria era o be...

Quebra-cabeças

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                Desde que fui obrigada a te deixar, minha vida perdeu um pouco aquela euforia de outrora, é como se uma parte de mim, que até então estava inativa, fora arrancada vorazmente sem chance para sutura, essa ferida se alastra cada vez mais, pouco a pouco, dia após dia. Ela só ameniza um pouco quando troco algumas palavras com ele, mesmo com trejeitos distantes, percebo que existe um grande respeito entre nós. Respeito, este, que até então, pouquíssimos humanos tiveram para comigo. A ferida não cessa, ela lateja, arde, machuca, mas creio que ela seja necessária, porque, de alguma forma, ela me serve como um lembrete de que dias melhores virão. Nesses poucos momentos que passamos juntos, sinto-me sublime. Aprendi que mais vale dois dias bem vividos do que dois anos penosos ao lado de outrem.                 Confesso que fu...

Cin5o e M3ia

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Terça-feira, 4 de abril de 1997 – 5 da manhã Quando o ranger dos primeiros raios solares insistiam em bater contra o espelho que adorna meu quarto em conjunto ao insistente barulho do despertador, no intuito de me acordar, eu já estava desperta (e a um bom tempo, diga-se de passagem). 5 da manhã, é quando perco a paciência e por fim decido me levantar.   Estava ansiosa, por quê? Esse sentimento de ansiedade me corroía já a um tempo, mas naquela noite ele estava mais intenso, droga, tinha que tomar minha decisão, o tempo... o maldito tempo estava se esgotando. Voltei a ter   5 anos de idade. Sabe quando você quer muito uma coisa e espera por ela ferrenhamente por um tempão? Até promete ser uma boa menina sem fazer bagunça? É um verdadeiro exercício de paciência. E essa era a virtude que mais me faltava. Deixe-me explicar melhor o motivo do meu infortúnio, bem, em miúdos, fora me prometida à viagem que sempre quis fazer, outrora estaria aos pulos de euforia, já teria ar...

Conchas

"Calma Edu, você é só um cara e existem outras praias para visitar e outras conchas para coletar. "    Dia após dia, você percebe que o universo conspira contra (e as vezes) seu favor. Semana passada fui a praia. O ambiente estava interessante, a água com aquele tom verde/azulada de sempre, quem me conhece sabe que tenho certa dificuldade em distinguir muitos tons de cores.É , a vida tem dessas coisas. O sol ardia de forma calorosa, como se convidasse-me a passar um tempo junto com ele. Tinham até algumas nuvens muito bem distribuídas no céu, formando verdadeiros mosaicos, que para os mais sonhadores, poderiam ser comparados a formas de animais, talvez um coelho e um ou outro gatinho. Enfim, o cenário parecia perfeito... perfeito, pra quê?        - Edu, senti sua falta, cara. por onde você andou?    Me disse que andou viajando por ai, conhecendo novas paisagens, pessoas e trejeitos. Interessante, esse cara sempre me surpreende. A...

O que você quer ser quando crescer?

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   Dia desses ouvi uma conversa de um conhecido ao telefone. E no fim de cada frase, sempre completava com "...se deus quiser." Para falar a verdade nunca entendi bem o que isso quer dizer e antes que você pense (se já não o fez), não, eu não sou ateu e nem um fervoroso, sou só um cara que tem muito tempo ocioso para ficar pensando em coisas que muito provavelmente outras pessoas não se dariam ao trabalho de pensar. Muitas vezes, porque essas coisas são completamente triviais. Pois é, melhor voltar ao foco. Então, como eu ia dizendo; Quanto tempo o tempo tem? Será que tem tanto tempo? Para passar? Para voltar? Para ficar? Pra que mesmo?    Eduardo nunca quis ser perfeito, até porque esse conceito é bem abstrato, se me permite dizer, ele só queria ser ele mesmo, nem mais nem menos, apenas aquele rapaz bem visto pelos que ama. A opinião alheia não o interessa, as vezes desconsiderava até sua própria, mas as dos que ele ti...

Labirinto do Fauno

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João Pessoa, 25 de julho de 2015 - A velha vitrola ainda toca aquela canção calorosa, o dia chuvoso é um convite ao ócio - “ Deixe-me ir, preciso andar, vou por ai a procurar, sorrir pra não chorar. Quero assistir ao sol nascer, ver as águas dos rios correr. Ouvir os pássaros cantar. Eu quero nascer, quero viver. Se alguém for perguntar, diga que sou vou voltar depois que me encontrar.”      Querido amigo, faz tempo que não te escrevo, é que tem acontecido várias coisas na minha vida, não sei como posso explicar, mas ela anda meio estranha, bem, espero que você entenda enquanto tento explicar alguma coisa a seguir. Espero também que você se divirta e não me julgue por ter me afastado por tanto tempo, eu tentei mudar, juro que tentei, enfim, vamos lá.      Como dizia um grande poeta, em teoria, a essência das coisas é simples, mas quando posta em prática tornar-se-á complexa pra cacete. E eu aprendi isso da maneira mais abrupta possível....

Crônicas de Eduardo – Guess I'm Fool

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Sabe, dia desses estive conversando com o Eduardo sobre araras, suas cores, penas, a imponência que elas tem ao alçar voo e a capacidade de quebrar quase qualquer coisa com seus fortes bicos. Sei que esse não é o melhor assunto para se conversar na fila da psicanálise semanal, mas conversar sobre assuntos insólitos é uma boa maneira de se tentar manter a sanidade aqui. "- Eu não gosto dessas aves, aliás, não gosto muito de todos esses animais que tem a capacidade extintiva de encontrar seus parceiros ideais tão facilmente e viver com eles até o fim dos seus tempos... invejo as aves, talvez numa próxima vida, quem sabe, eu possa voltar como uma." Explicou-me Eduardo. O amor é uma incógnita a qual sempre achei que ninguém entende, desde os primórdios da humanidade ou desde que alguém decidiu nomear essa 'coisa', até hoje não sei como um negócio aparentemente tão simples pode se tornar tão complicado. Quis saber mais da opinião dele sobre isso, em miúdos, me disse que...

Crônicas de Eduardo – Paraleleprológo

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Algo para 2011. Fazia tempo que eu não vinha aqui, eu tenho escrito várias coisas ultimamente, só não tenho tido tempo o suficiente pra transcrever para o computador, um dia desses comecei com essa história, que, bem, espero que você se divirta lendo, até breve o/ Eduardo é um cara estranho, desde sua tenra idade já recebia tal alcunha, até hoje ele não entende o que tem de mais, dele gostar de experimentar todas as comidas possíveis com ketchup, acordar de madrugada para escrever alguma coisa que sonhara, achando que daria uma boa história (e no futuro ele percebe que não passava de perda de tempo), e também, como todo mortal tem preguiça de acordar as 5:00 da manhã do dia seguinte a uma prova para ir a aula. Pobre Eduardo, já não sabe mais diferenciar o certo do errado. Se pensa demais, nenhuma ideia plausível lhe convém, se escreve de menos, não consegue ser abster de suas preocupações mundanas, pois ele já não pratica mais esportes, seu tempo é incerto, sua qualidade de vida já não...