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Narrativa escolar

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“Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve, correta, branca, suave, muito limpa, muito leve. Sons, palavras, são navalhas e eu não posso cantar como convém sem querer ferir ninguém.”      Narrativas escolares são coisas complicadas de se fazer, tendo em vista que a minha memória, as vezes, pode ser traiçoeira. Esqueço de conceitos considerados importantes para a academia, mas, se você me perguntar qual o nome dos primeiros 151 pokemons, vou saber dizer quase que na ordem certa.      A ideia é relatar uma experiência marcante na vida acadêmica, de modo que seja evidenciada a avaliação do professor em questão.  Então vamos lá, o ano era 2015, ainda não tinha entendido direito como tinha que me portar no meio da educação superior. Todos pareciam tão formais com suas regras, títulos, nomenclaturas, abnt e afins, e em meio a isto, tinha que aprender a me enquadrar e atender as expectativas. Pontuo que, uma das coisas que nunca vou...

Uva verdE?

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    Olha pra frente, o tempo de fantasias acabou. É bom sonhar de vez em quando, mas, ultimamente tenho dado mais importância a realidade dura e maçante que nos cerca. Não me venha reclamar sobre coisas fúteis, o cara que eu conheci no passado não é o mesmo que permeia este ser. Eu o conheci, ele era legal, mas precisou partir e eu entendo isso. O mundo não se importa com quem você é, ele apenas se importa com o quanto que ele pode extrair de você.    É ótimo (as vezes) colocar as responsabilidades de seus atos no universo, ter uma 'entidade' para culpar talvez nos deixe mais tranquilos. A ideia de que algo nos rege tem me deixado bastante inquieta ultimamente. Mas, não é o acaso ou o destino que destrói teus sonhos, este, não é ninguém mais senão você mesmo. O motivo mais comum seria o medo; medo de machucar e ser machucado, mas a vida é isso! Uma sequência (quase infinita) de atropelos e fatos que machucam diariamente a todos que você ama e, consequentemente a v...

Segundos

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25... - Ainda não percebi o que está acontecendo, só sei que tudo parece andar mais lento. O que raios será isso? 24... - Devia ter ficado em casa hoje, tem dias que eu acordo e prefiro nem sair da cama, mas as obrigações me chamam, as “obrigações”. 23... - Acho que já entendi o que está acontecendo. M eu tempo aqui está acabando, interessante, nunca pensei que eu fosse acabar assim. 22... - Quisera eu poder contar uma história bonita e cheia de peripécias, bem, parte dela foi, mas a outra (a maior parte) não foi, embora eu sempre me atenha ao colorido daqueles dias. 21... - Interessante como sua vida vem toda a mente nesses momentos, sempre me diziam isso, embora eu nunca tivesse acreditado. Começo a ficar tonto, a boca seca, respiro com certo esforço. O que eu não daria por um suco de laranja agora... 20... - Não sou uma pessoa muito notável, passei a vida quieto no meu canto, a única coisa que eu queria era o be...

Que horas são?

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Era um dia como outro qualquer, as mesmas coisas aconteciam. A quentura do sol lhe atordoava o juízo, mas o destino ainda lhe reservava algo interessante,  foi num dia comum assim que ela apareceu na minha vida, veio com um sorriso sincero e tímido, com aquela cara de quem não quer nada e me perguntou: - Moço, você sabe que horas são? Atordoado pela beleza daquela moça (e pelo calor escaldante), olho o meu pulso e digo: -exatos meio-dia... Só não entendi o porquê da pergunta, já que quando desviei o olhar do encontro dos seus, percebi que um belo relógio lhe adornava o pulso. Minha mãe sempre me disse que deveria dar aos outros o que quisesse que me dessem de volta, então, foi por isso que respondi com educação. Com outro sorriso, ela agradece e vai, até se perder na multidão. Na minha vida, as pessoas vem e vão numa velocidade absurda. Dias se passam, a rotina volta ao normal, o calor volta ao normal, o estresse e tudo mais que o dia-a-dia numa cidade ...